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 IPTM QUER INAUGURAR MOLHES DO DOURO ATÉ AO FINAL DE FEVEREIRO 

 02-02-2009 / Público 

 

IPTM quer inaugurar molhes do Douro até ao final de Fevereiro

Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos ainda está a avaliar os estragos provocados pelo temporal de 26 de Janeiro

O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) está a desenvolver "todos os esforços" para inaugurar a obra dos molhes do Douro no decorrer deste mês, referiu à Lusa fonte do IPTM. Orçados em 25 milhões de euros e com duração prevista de 28 meses, os trabalhos arrancaram em meados de 2004 e foram dados por concluídos no final de 2008, 16 meses depois do previsto e com uma derrapagem de 2,6 milhões de euros.

O IPTM explicou, a este propósito, que houve uma alteração da regulamentação ambiental, o que determinou algum atraso no arranque da obra. Por outro lado, o método de concepção utilizado para o molhe norte é inovador, "não se tendo no mesmo cumprido as expectativas de projecto do empreiteiro, o que levou ao incumprimento do prazo e a maiores custos". "Pelo incumprimento foram aplicadas, pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, multas [ao consórcio construtor] no montante máximo permitido por lei", acrescentou a fonte, sem citar os valores concretos em causa.

A última vistoria à obra, em 13 de Janeiro, detectou que duas de seis anomalias anteriormente verificadas continuam por resolver, fixando prazo adicional até ao último dia do mês para a sua reparação, revelou ainda o IPTM. "Contudo, no passado dia 26 de Janeiro de 2009, ocorreu um temporal no Porto, o qual provocou danos na empreitada (ainda não recebida provisoriamente), que se encontram a ser avaliados", disse.

Sem energia das ondas

Os trabalhos, apoiados em projecto do arquitecto Carlos Prata, foram consignados em Abril de 2004, ao consórcio Somague/Irmãos Cavaco, por entre polémica suscitada por um grupo de personalidades do Porto, que contestava o impacte da obra. Desde 1997, ano em que o primeiro projecto para a intervenção foi tornado público, que vários grupos ambientalistas alertaram para o impacto ambiental da intervenção na barra do Douro.

Os trabalhos de construção foram marcados em Agosto do ano passado por um incidente com 18 trabalhadores, que ficaram isolados várias horas no molhe, devido a um súbito agravamento do estado do mar. A outro nível, o desenvolvimento da obra foi manchado pela desistência de um projecto completar para uma central de aproveitamento de energia das ondas.

O projecto da central não foi implementado "porque não havia os pareceres necessários, nomeadamente ambientais, no momento em que era necessário decidir sobre a sua execução", afirma o IPTM.

O instituto recordou que um dos objectivos da obra foi a estabilização das margens do estuário do rio Douro, nomeadamente do Cabedelo e das margens ribeirinhas junto à foz. "Não existe um indicador específico que possa medir este objectivo, no entanto é notório o aumento do areal entre o Cabedelo e o monumento geológio existente a sul, bem como a fraca acção do mar sobre a marginal do Passeio Alegre", releva o IPTM.

Outro objectivo da obra é a melhoria das condições de navegabilidade e de segurança, em qualquer estado de maré, para frotas com dimensões até aos limites compatíveis com as eclusas existentes no rio Douro. "Desde a existência da obra que deixou de ser necessária a dragagem de areia para a manutenção do canal de navegação aberto, [e,] desde a mesma altura, a barra não voltou a ser fechada por motivos de assoreamento", afiança o IPTM. Lusa

 

http://www.mynetpress.com/pdf/2009/fevereiro/2009020218682f.pdf